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  • Ana Paula Patussi

O que são EPI’s e a importância de seu uso!


A construção civil é um dos principais setores da economia, movimentando uma indústria inteira e gerando muitos empregos. Mas a verdade é que os trabalhadores da área ficam expostos a riscos inerentes à atividade, seja devido aos materiais e maquinários usados, seja pela altura ou infraestrutura. Dessa forma, naturalmente o uso do equipamento de proteção individual se faz obrigatório.

Todas as obras da construção civil acabam exercendo algum tipo de risco ao trabalhador. Mesmo pequenas reformas de casas ou apartamentos, por exemplo, devem ser realizadas com os devidos cuidados. Em obras maiores então, essa proteção é indiscutivelmente necessária.

Trabalhadores Em Segurança // Credito por Visual Hunt

Os principais riscos se encontram na queda de objetos (impacto do peso), cortes, perfurações, contatos com líquidos (fluídos, tintas, solventes, cimentos, etc.), entre outros. Além disso, em casos de trabalho em altura, a queda é um perigo óbvio.

O equipamento de proteção individual (EPI) é de uso obrigatório na construção civil por representar a principal forma, em conjunto com o EPC (equipamento de proteção coletiva), de preservar a saúde e o bem-estar do trabalhador no canteiro de obras. Como as atividades exercem inevitavelmente algum tipo de risco, envolvendo transporte de produtos pesados, manuseio de substâncias tóxicas, consertos em locais altos e transformação de materiais com o auxílio de instrumentos cortantes.

Sabemos que a maioria dos acidentes poderiam ser evitados com bom planejamento, prevenção, informação (treinamentos) e claro, o uso correto do EPI. E de acordo com a NR 6, toda a empresa é obrigada a fornecer aos seus trabalhadores o EPI adequado de forma gratuita.

Porém, além do uso do EPI, a informação sobre as práticas de segurança nas construções, deve ser disponibilizada a todos os funcionários que irão atuar neste setor. Com a informação correta, aliada às medidas de segurança adequadas, o trabalhador fica mais preparado para enfrentar os riscos do dia a dia, e garantindo assim sua proteção e a proteção dos seus colegas de trabalho. O papel dos empregadores também deve ser capacitar, cobrar, reforçar o uso com seus profissionais. Para conscientizar o trabalhador, empregadores devem alocar parte de seus recursos para a realização de treinamentos e aulas.

É fundamental fazer com que o trabalhador entenda como cada EPI aumenta sua segurança e protege sua integridade física.

A conscientização dos profissionais sobre a importância do EPI é um dos principais desafios, pois é comum ver negligências por falta de informação e/ou falta de bom senso. A verdade é que o uso correto do EPI não acarreta desconforto ou limitação nos movimentos. Usados corretamente, os equipamentos são confortáveis e ergonômicos.

De acordo com a legislação vigente a respeito de segurança e medicina no trabalho para a construção civil (NR5), os EPI’s, que são obrigatórios, dividem-se em quatro grupos: proteção para a cabeça, proteção para o tronco, proteção para os braços e mãos, proteção para as pernas e pés, além do cinto de segurança.

Sendo assim os principais equipamentos de proteção individual que devem ser utilizados pelos profissionais da construção civil são:

- Capacete: protege contra impactos de objetos sobre o crânio, contra choques elétricos e agentes térmicos;

- Capuz ou Balaclava: assegura que crânio e pescoço estejam resguardados dos riscos de origem térmica, dos agentes químicos, abrasivos e escoriantes, bem como da umidade proveniente de operações com uso de água;

- Óculos: protege os olhos contra impacto de partículas volantes, luminosidade intensa, radiação ultravioleta e radiação infravermelha;

- Protetor facial: protege a face contra impactos de partículas volantes, radiação infravermelha, luminosidade intensa, riscos de origem térmica e radiação ultravioleta;

Ou viseira de proteção: serve para proteção contra partículas em projeção. Muito usado em serras circulares, lixadeiras e policortes.

- Máscara de solda: protege olhos e face contra impactos de partículas volantes, radiação ultravioleta, radiação infravermelha e luminosidade intensa;

- Protetor auditivo: protege contra níveis de pressão sonora superiores a 85 decibéis para oito horas de trabalho (informação mencionada na Norma Regulamentadora número 15). Deve ser do tipo concha na construção civil, por ser mais fácil manter sua higiene em comparação com o de inserção;

- Respirador de fuga: do tipo bocal, serve para proteger as vias respiratórias contra gases/vapores ou material particulado em condições de escape de atmosferas classificadas como Imediatamente Perigosas à Vida e à Saúde (IPVS). Ou seja, proteção contra poeiras provenientes de corte de tijolos, cerâmicas, de madeira etc. Também deve ser usado por todos os atingidos pelo pó de cimento gerado na betoneira e serve para proteger contra os químicos da pintura;

- Vestimentas: protege o tronco contra riscos de origens térmica e mecânica, além de fazer o mesmo contra agentes químicos, riscos de origem radioativa, de origem meteorológica e umidade proveniente de operações com uso de água;

- Luvas: protege as mãos contra agentes abrasivos, escoriantes, cortantes e perfurantes, choques elétricos, agentes térmicos, agentes biológicos, agentes químicos, vibrações, umidade proveniente de operações com uso de água e radiações ionizantes. Também é proteção em trabalhos onde haja risco de corte ou para trabalhos com risco de lesão. Muito usado no carregamento de ferros e vergalhões;

- Calçado: protege contra impactos de quedas de objetos, contra perfurações causadas por pregos e outros, evita que o trabalhador seja vítima de escorregões… Protege os pés contra agentes provenientes de energia elétrica, agentes térmicos, agentes abrasivos e escoriantes, agentes cortantes e perfurantes;

- Cinturão de segurança com dispositivo trava-queda: protege o usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal;

- Cinturão de segurança com talabarte: esse equipamento de proteção individual atua contra riscos de queda em trabalhos em altura e contra riscos de queda no posicionamento em trabalhos em altura.

Para os responsáveis pela construção, esses equipamentos significam a garantia de uma obra segura, sem acidentes. Investir na segurança dos trabalhadores da obra garante a segurança e evita estresses ou surpresas desagradáveis. Para os trabalhadores, os EPI’s significam um ambiente de trabalho mais seguro.

Nós, como arquitetos, devemos estar atentos a todos os aspectos da obra. Do projeto à execução. Se tiver qualquer dúvida sobre esse assunto, pode nos chamar pra conversar.

Vamos evitar acidentes desnecessários ;)

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